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Caso submarino: resgate das vítimas no fundo do mar é incerto; entenda

Guarda Costeira dos EUA não sabe se haverá operação voltada aos corpos
(Imagem: Reprodução/Guarda Costeira dos EUA)

Após confirmação da morte de todos os cinco passageiros do submarino da OceanGate por implosão, a pergunta que fica é: como e se será possível o resgate das vítimas do fundo do Oceano Atlântico. Segundo a Guarda Costeira dos Estados Unidos, que liderou as buscas pela embarcação, a operação continua devido à investigação, mas provavelmente não terá como recuperar os corpos dos tripulantes.

Entenda a situação em pontos:

  •  A confirmação da morte dos passageiros do Titan, submarino da OceanGate desaparecido desde domingo (18) após iniciar uma expedição ao Titanic, chegou após destroços do submersível serem encontrados na área de busca; 
  • Com apenas as peças do veículo, foi constatado que o submarino sofreu uma “implosão catastrófica” pouco após afundar no mar, provavelmente no domingo mesmo; 
  • Dada a natureza do acidente, uma grande e rápida explosão devido à pressão das águas, e das condições no fundo do oceano, as vítimas talvez nunca sejam encontradas. 
 

A explicação foi dada em coletiva de imprensa pelo almirante da Guarda Costeira americana John Mauger. Ao ser questionado por jornalistas sobre o resgate das vítimas, o especialista afirmou que não tinha uma resposta e ainda pontuou sobre o ambiente “inclemente” (severo e cruel) no leito do mar. 

Ao total, cinco pedaços diferentes do Titan foram encontrados, dois deles correspondiam a estrutura de apoio da embarcação e à cobertura traseira, um tipo de tampa pontuda que fica na parte de trás do submersível. Eles estavam a cerca de 500 metros do Titanic e em um local ainda mais profundo, a cerca de 4.000 metros da superfície. 

A profundidade é, desde o início das buscas, um dos principais desafios para as equipes especializadas. Até para encontrar as outras peças do Titan, necessárias para determinar com certeza o que aconteceu, a distância da superfície atrapalha, entre outros pontos como: 

  • A profundidade é arriscada para mergulhadores, ficando disponível apenas algumas poucas tecnologias para o acesso ao local — é o caso do robô Victor (veja aqui); 
  • Além disso, há pouca visibilidade, porque a luz do sol não chega até o fundo e os sedimentos atrapalham as luzes artificiais; 
  • Complicando ainda mais há as correntes, o que significa que objetos e vítimas podem já estar distantes da área da implosão — considerando principalmente a distância de tempo entre o acidente e o atual momento. 

As famílias dos cinco tripulantes a bordo foram notificadas pela Guarda, confirmou Mauger durante a coletiva. Estavam a bordo do submarino: 

  • Stockton Rush: piloto do submarino e CEO da OceanGate; 
  • Shahzada Dawood: empresário paquistanês; 
  • Suleman Dawood: filho de Shahzada; 
  • Hamish Harding: bilionário e explorador britânico; 
  • Paul-Henry Nargeolet: ex-comandante da Marinha Francesa e principal especialista no naufrágio do Titanic. 
 

Com informações do G1 

Fonte: Tamires Ferreira / Olhar Digital

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