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Cientistas geram energia renovável a partir da umidade do ar

Segundo os pesquisadores responsáveis, a descoberta veio "sem querer"
Inteligência Artificial e Medicina

Uma descoberta inusitada e fruto do acaso. É assim que os pesquisadores responsáveis pela geração contínua de energia elétrica a partir da umidade do ar descrevem o feito.

A equipe da Universidade de Massachusetts Amhers publicou um artigo com a descoberta. “Para ser franco, foi um acidente. Na verdade, estávamos interessados em fazer um sensor simples para a umidade do ar”, afirmou o principal autor do estudo, o professor Jun Yao.

Como a descoberta aconteceu?

  • Os pesquisadores explicaram que o aluno que estava trabalhando no projeto esqueceu de ligar a energia, mas mesmo assim o dispositivo, que compreendia uma série de tubos microscópicos, ou nanofios, produzia um sinal elétrico.
  • O professor Yao destaca que o funcionamento é semelhante ao de uma bateria: “você tem uma puxada positiva e uma puxada negativa, e quando você as conecta a carga vai fluir”.
  • Agora, a equipe trabalha na criação de um dispositivo do tamanho de uma miniatura, um quinto da largura de um cabelo humano, e capaz de gerar aproximadamente um microwatt, o suficiente para acender um único pixel em uma grande tela de LED.

Tecnologia pode ser usada em larga escala

  • Uma outra equipe, formada pela professora Svitlana Lyubchyk e seus filhos gêmeos, os professores Andriy e Sergiy Lyubchyk, trabalham num projeto semelhante.
  • Eles conseguiram criar dispositivos que podem gerar 1,5 volts e 10 miliamperes.
  • Segundo os pesquisadores, 20 mil desses dispositivos podem ser empilhados em um cubo do tamanho de uma máquina de lavar, gerando 10 quilowatts-hora de energia por dia, aproximadamente o consumo de uma família média do Reino Unido.
  • O objetivo é apresentar um protótipo pronto para demonstração em 2024.
  • Enquanto os pesquisadores da Universidade de Massachusetts Amhers estão trabalhando com materiais orgânicos, que em teoria podem ser produzidos com relativa facilidade, a equipe de Svitlana Lyubchyk alcançou resultados superiores usando óxido de zircônio, um material de interesse na pesquisa de células de combustível.
  • No entanto, a guerra entre Rússia e Ucrânia tem impedido avanços maiores na tecnologia. Isso porque eles contavam com recursos provenientes do território ucraniano, repleto de jazidas de zircônio. A alternativa foi trabalhar com quantidades relativamente pequenas compradas da China.

Com informações do The Guardian.

Fonte: Olhar Digital | Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 

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