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Brasil enfrenta epidemia de ansiedade, alerta OMS

Evento foi medido nos três locais de forma simultânea, coletando dados importantes sobre erupções solares
Tornado Solar em 20 de abril de 2023 (Credito: Miguel Claro)

Uma forte ejeção de massa coronal, também conhecida como erupção solar, atingiu a Terra, Marte e a Lua no dia 28 de outubro de 2021, mas a dimensão do evento só foi revelada nesta terça-feira (2) em um artigo publicado na Geographical Research Letters feito com dados a Agência Espacial Europeia (ESA).

Essa foi a primeira vez que um evento do tipo foi registrado simultaneamente nos três locais, mostrando a força que a erupção solar teve neste dia.

De acordo com a ESA, registrar um evento dessa magnitude fora do nosso planeta é um desafio, por isso a medição foi feita utilizando uma frota internacional de espaçonaves, incluindo o ExoMars Trace Gas Orbiter (TGO) da ESA, o rover Curiosity Mars da NASA, o módulo de pouso Chang’e-4 Moon da CNSA, o Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO)  da NASA e o orbitador terrestre Eu:CROPIS da DLR. 

Ejeção de massa coronal (Imagem: SOHO (ESA & NASA), CC BY-SA 3.0 IGO)

Entender erupções solares é importante

Essas medidas simultâneas em diferentes mundos ajudam a melhorar nosso conhecimento sobre o impacto das erupções solares e como o campo magnético e a atmosfera de um planeta podem proteger os astronautas contra esses eventos. É importante entender esses eventos solares e seu impacto potencial no corpo humano, principalmente com a Lua e Marte como foco de futuras explorações humanas. Astronautas correm o risco de sofrer radiopatia, e uma dose de radiação acima de 700 miligray pode induzir essa doença por meio da destruição da medula óssea, resultando em sintomas como infecção e sangramento interno.

Medidas do ambiente de radiação no espaço são utilizadas para proteger infraestruturas críticas de satélites e astronautas. O programa Artemis, que enviará astronautas à Lua, inclui uma estação espacial em órbita lunar chamada Gateway, onde três conjuntos de instrumentos monitorarão o ambiente de radiação ao redor da Lua e dentro da estação.

O estudo de erupções solares é crucial para a preparação de missões espaciais tripuladas de longa duração. As informações coletadas por missões robóticas, como a ExoMars TGO, permitem que os cientistas planejem a melhor forma de proteger os exploradores humanos durante suas jornadas pelo sistema solar.

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