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[OPINIÃO] Aceleração de startups, um passo a passo

Para obter os investimentos de aceleração necessários, a startup precisa reconhecer no seu negócio um diferencial de mercado e definir o valor agregado para os clientes, empresas e à sociedade como um todo

Foto: Divulgação (Fundação CERTI)

O mercado brasileiro de startups conta atualmente com mais de 14 mil empreendimentos, de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) e, após um período de desaceleração nos últimos anos, a expectativa é que o segmento apresente saldos positivos em 2024. 

Uma etapa importante para o desenvolvimento do negócio, e que exige toda dedicação do empreendedor, é passar pelo processo de aceleração. Afinal, ter uma ideia inovadora, tirá-la do papel e dar início à empresa é apenas o primeiro passo para o sucesso da startup. A aceleração vem para dar o suporte necessário, orientando e fornecendo recursos a fim de ajudar o empreendimento em estágio inicial a crescer rapidamente.

Mas para obter os investimentos de aceleração necessários, a startup precisa reconhecer no seu negócio um diferencial de mercado e definir o valor agregado para os clientes, empresas e à sociedade como um todo. Afinal, os investidores analisam esses critérios ao decidir se o empreendimento está em um bom momento para receber qualquer aporte.

Para guiar as startups para um processo de maior maturidade, os programas de aceleração – que, dependendo das instituições, podem ser gratuitos e equity free, durando de alguns meses a mais de um ano – contam com algumas etapas. Nesse artigo, exploraremos cada uma delas!

ENTENDENDO A ACELERAÇÃO E SEUS PROCESSOS

O primeiro passo entre as incubadoras e aceleradoras – organizações que atuam como facilitadoras do ecossistema de startups – é, de fato, identificar negócios promissores. Nesse sentido, são realizados processos de seleção para averiguar os empreendimentos com potencial de crescimento significativo. Nessa seleção, são avaliados aspectos como inovação, modelo de negócio, equipe, potencial de escalabilidade, tese de mudança (como é o caso de programas voltados para Impacto Socioambiental), e assim por diante. 

Depois que as empresas forem definidas, os primeiros estágios de mentoria são realizados e a startup é submetida a consultorias com mentores experientes do mercado, oferecendo orientações específicas para os desafios enfrentados. Nessa etapa, muitos modelos de negócio são reavaliados pelos empreendedores, que desenvolvem pontos de melhoria e aperfeiçoamento da startup. 

Aliado à mentoria, os treinamentos são determinantes. Isso significa que o empreendimento recebe capacitação em áreas específicas, seja no desenvolvimento do negócio, na estratégia de marketing, gestão financeira e administrativa e assim por diante. 

A apresentação do pitch é outro ponto crucial durante a mentoria. Nessa etapa, a empresa tem o desafio de realizar uma apresentação do seu negócio, de maneira dinâmica e cativante, destacando todos seus pontos de destaque e diferenciais. Após uma primeira demonstração, o pitch é refinado e aprimorado. 

“A aceleração vem para dar o suporte necessário, orientando e fornecendo recursos a fim de ajudar o empreendimento em estágio inicial a crescer rapidamente.” / Imagem: SC Inova/DALL-E

Além das mentorias, diversas outras ações são realizadas, como a participação em eventos sobre inovação no segmento, que fazem parte da jornada da startup. Esses eventos (encontro on-line de conexão) costumam ser promovidos pelos próprios programas de aceleração e têm como estratégia expandir o networking do empreendedor e o colocar frente a frente com possíveis parceiros e investidores. 

Por fim, após um acompanhamento regular do progresso da startup, chega o momento do “demoday”, ou seja, a exposição do negócio à comunidade de investidores. Nessa apresentação, novas oportunidades de negócio e aportes financeiros são discutidos entre os envolvidos, o que proporciona uma oportunidade real de evolução e crescimento para a empresa. 

PÓS-ACELERAÇÃO

Mesmo passando por todas essas etapas, é importante que as aceleradoras e incubadoras ofereçam um suporte contínuo à startup. Nesse sentido, é crucial apoiar o empreendedor fornecendo acesso a recursos adicionais, orientação e networking sempre que possível. Essa estratégia promove não só o desenvolvimento do negócio, mas de todo o ecossistema de inovação – visto que esses empreendedores possivelmente serão os próximos mentores de startups que estão ingressando no mercado. 

É importante ter em mente, ainda, que cada startup tem seu processo de amadurecimento e necessidades específicas. Sendo assim, não há uma fórmula mágica para o empreendedor potencializar seu negócio, é preciso absorver todos os ensinamentos e, sobretudo, acreditar no potencial e impacto do seu empreendimento. 

Fonte: SC Inova / Por Por Giovani Scalcon, gestor de Aceleração na Fundação CERTI e coordenador de equipe InovAtiva Brasil e InovAtiva de Impacto

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