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Pesquisadores desenvolvem material que “prende” coronavírus em máscaras

Quando aplicado a uma máscara, o material demonstrou uma eficiência aproximada de 93% na captura de proteínas, incluindo as do coronavírus

Imagem: BluBonRelaXon/ Pixabay

Pesquisadores da Universidade de Liverpool desenvolveram um novo material que captura partículas do coronavírus. O resultado tem o potencial de transformar a eficiência das máscaras faciais e outros equipamentos de filtragem para impedir a propagação da COVID-19 e outras doenças.

  • Pesquisadores da Universidade de Liverpool desenvolveram um novo material que captura partículas do coronavírus.
  • O material é 93% mais eficiente na captura de proteínas do coronavírus do que as máscaras faciais convencionais.
  • No entanto, o material está em fase de prova de conceito, mas tem potencial para ser usado em máscaras faciais, filtros de ar e outros equipamentos.
  • Segundo os pesquisadores, a ferramenta tem potencial de impacto global, ajudando a prevenir a propagação da COVID-19 e outros vírus.

Em um artigo publicado na revista Nature Communications, a equipe mostrou que o novo equipamento, quando usado em uma máscara facial convencional, foi aproximadamente 93% mais eficiente na captura de proteínas, incluindo proteínas de coronavírus.

Ajustando a superfície para capturar o vírus

A equipe de pesquisa, que inclui especialistas do Departamento de Química e Engenharia Elétrica e Eletrônica da Universidade, trabalhou para “reajustar” a superfície da partícula esférica de sílica usada no material, tornando-a muito pegajosa para a proteína do vírus. Além disso, eles aumentaram a porosidade.

Imagem A: Sílica funcionalizada QA ligada ao substrato. Imagem B: partícula de sílica (x1300) com uma imagem ampliada mostrando poros visíveis na superfície (x30.000). Crédito: Universidade de Liverpool

Fase de prova de conceito

O novo material está em fase de prova de conceito e já foi demonstrado que funciona em máscaras faciais e filtros de ar como os usados em aviões, carros e sistemas de ar condicionado. A equipe também desenvolveu um método para fixar as partículas pegajosas na superfície de uma máscara facial convencional.

“Esta pesquisa de prova de conceito apenas arranhou a superfície e, embora a COVID-19 não seja mais uma ameaça global à nossa saúde, este material tem o potencial de ser usado em uma ampla gama de aplicações.”

Professor Peter Myers, líder de pesquisa em cromatografia da Universidade de Liverpool.

A equipe continua analisando o desenvolvimento de superfícies pegajosas mais avançadas para uma variedade de bioaerossóis, incluindo a nova variante do coronavírus BA.2.86, gripes e outros vírus mortais, como o Nipah.

Fonte: Olhar Digital / Por Estella Abreu, editado por Bruno Capozzi 

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