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Rosto de “hobbit” que viveu há 50 mil anos é reconstruído; confira

Os traços do Homo floresiensis foram reconstruídos por uma equipe de arqueólogos e designers 3D a partir de crânio descoberto em 2003
Imagem: Cícero Moraes (CC BY 4.0)

Um estudo aponta como era o rosto de uma das mais importantes figuras da árvore genealógica humana. Os traços do Homo floresiensis foram reconstruídos por uma equipe de arqueólogos e designers 3D.

Apelidado de “o hobbit”, por causa de sua baixa estatura, a espécie foi extinta há cerca de 50 mil anos. O Homo floresiensis tinha cerca de 1,1 metro de altura e chegou a habitar a terra ao mesmo tempo que a nossa espécie, o Homo sapiens.

Confira como seria o rosto do Homo floresiensis:

Rosto da espécie foi reconstruído a partir de crânio encontrado – Imagem: Cícero Moraes (CC BY 4.0)

Como foi possível recriar rosto do Homo floresiensis?

  • Os primeiros restos mortais do Homo floresiensis foram descobertos em 2003 na ilha indonésia de Flores. Desde então, mais de uma dúzia de outros espécimes foram descobertos na região.
  • Nesse novo estudo, o rosto da espécie foi montado estudando de perto o seu crânio. O trabalho se baseou em varreduras do LB1, um esqueleto quase completo da espécie encontrada na caverna Liang Bua, em Flores.
  • Os responsáveis pelo trabalho lembram que o ato de reconstrução facial usando apenas um crânio não é uma ciência exata. Isso ocorre porque a forma do crânio só pode fornecer informações limitadas sobre como os tecidos moles, como músculo e gordura, realmente apareceriam no rosto de uma pessoa.
  • Além disso, ninguém tem certeza de qual era a cor do cabelo do Homo floresiensis.

Homo floresiensis ainda desperta uma série de dúvidas

  • O lugar da espécie na árvore genealógica humana ainda é incerto, mas seus crânios têm alguma semelhança com outro membro bem conhecido, o Homo erectus.
  • A equipe de pesquisadores que descobriu os restos mortais do Homo floresiensis acredita que alguns Homo erectus migrou para a ilha de Flores. Ao longo de centenas de milhares de anos, a população encolheu de tamanho como resultado do nanismo insular, processo em que os animais evoluem para se tornarem menores quando o alcance de sua população é limitado a um ambiente pequeno.
  • Outra teoria aponta que os restos mortais encontrados na verdade são de Homo sapiens com um distúrbio de saúde congênito, como a microcefalia, que resulta em um crânio menor.
  • Desde 2006, cientistas tentam obter DNA de um esqueleto de Homo floresiensis, o que poderia acabar com qualquer dúvida sobre a espécie. No entanto, os trabalhos ainda não tiveram êxito. Com informações de IFLScience.

Fonte: Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi / Olhar Digital

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