Agroforestry Carbon, que desenvolve projetos de “agroflorestas” junto a pequenos agricultores para compensação de carbono, planeja receber R$ 1,6 milhão com aportes a partir de R$ 1.000,00
A Agroforestry Carbon, agrotech/climate tech catarinense que desenvolve projetos que integram produção agrícola e recuperação ambiental, abriu na última semana uma rodada de captação de investimentos via equity crowdfunding com expectativa de levantar R$ 1,6 milhão para ampliar seu potencial de negócios e auxiliar pequenos produtores rurais a entrarem no mercado de compensação de carbono.
Investidores e apoiadores interessados no projeto podem entrar com cotas a partir de R$ 1.000,00 por meio da plataforma Arara Seed, pioneira em crowdfunding para startups do agronegócio. Nos primeiros dias da rodada aberta, já foram captados cerca de R$ 470 mil. Os recursos captados serão destinados principalmente para ampliação do time de marketing, vendas e tecnologia.
Fundada em 2020 por um engenheiro florestal e um desenvolvedor, a empresa faz parcerias com agricultores regenerativos, utilizando tecnologia de geolocalização para mapear as árvores na área agroflorestal disponível para compensação. Segundo o engenheiro florestal e CEO Gabriel Neto, o propósito da tecnologia é diversificar a produção agrícola e florestal, recompondo a paisagem e aumentando a capacidade produtiva do solo. Como resultado, a iniciativa gera aumento de renda aos produtores, redução do desmatamento, restauração de nascentes, diminuição das queimadas e dos impactos das mudanças climáticas globais.
“Contamos com o maior banco de dados agroflorestal do mundo, composto por milhares de propriedades. Pretendemos utilizar machine learning e algoritmos de inteligência artificial para quantificar os indicadores de impacto e o carbono sequestrado pelas áreas plantadas pelos nossos clientes. Isso não apenas impactará positivamente o meio ambiente, mas também proporcionará mais benefícios econômicos e sociais”, comenta Gabriel.
A empresa também desenvolve um inventário de gases de efeito estufa para empresas e eventos. “Após receber o relatório, as organizações podem compensar suas emissões, contribuindo não apenas para a neutralização, mas também para a recuperação de áreas degradadas, a produção de alimentos em sistemas agroflorestais, o enriquecimento da biodiversidade e a melhoria na qualidade de vida das comunidades”, ressalta o CEO, que ficou um ano viajando pelo Brasil para conhecer o modelo de “agroflorestas”, áreas regeneradas para produção de alimentos e geração de créditos de carbono a pequenos produtores.
“As agroflorestas são uma ferramenta crucial na luta contra as mudanças climáticas, ao mesmo tempo em que apoia os agricultores que cultivam em sistemas regenerativos”, resume.
Fonte: Redação SC Inova, com informações de agências
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