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Bolha de plasma lançada pelo Sol pode provocar formação de auroras em Marte

Representação artística de uma ejeção de massa coronal do Sol em direção a Marte. Créditos: Dotted Yeti/Lia Koltyrina - Shutterstock. Edição: Olhar Digital

Uma erupção no lado oculto do Sol lançou uma bolha de plasma e radiação que deve atingir Marte nesta sexta-feira (1º). Se isso acontecer, auroras ultravioletas fracas podem se formar na atmosfera marciana.

No último sábado (26), satélites na órbita da Terra detectaram uma explosão de classe M na nossa estrela – o segundo tipo mais poderoso de erupção solar. No entanto, os pesquisadores ainda não têm certeza do que provocou o evento, já que não havia sinais prévios de manchas solares (áreas escuras e altamente magnetizadas na superfície do Sol que prenunciam erupções) perto de onde a explosão se originou, de acordo com Spaceweather.com.

A erupção solar de 26 de agosto de 2023 sob a leitura do instrumento AIA (Atmopheric Imaging Assemby) do Observatório de Dinâmicas Solares (SDO) da NASA. Créditos: AIA/SDO/NASA

Ocasionalmente, as erupções solares podem lançar ao espaço jatos de plasma magnetizado e radiação conhecidos como ejeções de massa coronal (CME). Embora tenha sido detectada uma CME na esteira da explosão da classe M, ela não foi monitorada por não representar uma ameaça para a Terra. No entanto, nos últimos dias, os cientistas perceberam que essa CME provavelmente tem chances de atingir Marte e produzir auroras marcianas.

Aqui na Terra, as auroras se formam quando a radiação do vento solar é absorvida pelos gases na atmosfera superior, o que excita as moléculas e faz com que elas liberem energia na forma de luz. Isso geralmente só acontece perto dos polos do globo, onde o campo magnético protetor do nosso planeta (magnetosfera) é mais fraco.

Auroras de Marte são mais fracas em relação às da Terra

Marte, no entanto, tem uma atmosfera muito fina, com cerca de 100 vezes menos gás do que a da Terra. Dessa forma, suas exibições de aurora são muito fracas em comparação às daqui, e geralmente só aparecem em comprimentos de onda ultravioleta. 

O Planeta Vermelho também não tem uma magnetosfera adequada por causa de seu núcleo geologicamente morto. Assim, é um mundo coberto por campos magnéticos irregulares, em forma de cogumelo. 

Como resultado, de acordo com a NASA, as auroras podem aparecer em quase qualquer lugar de Marte. E, por causa da fraca blindagem magnética do planeta, algumas CMEs são capazes de “corroer” a atmosfera marciana.

Embora sejam poucos os registros de auroras poderosas, pesquisas sugerem que Marte pode ter outras muito mais frequentes e fracas, conhecidas como auroras de prótons.

Representação artística de como as auroras marcianas detectadas pela sonda Hope, dos Emirados Árabes Unidos, podem ter parecido sob a ótica da superfície do planeta. Crédito: Emirates Mars Mission

Grandes auroras já foram vistas em Marte pelo menos três vezes pelos astrônomos. Primeiro, em 2004, quando a sonda Mars Express, da Agência Espacial Europeia (ESA), capturou luzes no hemisfério sul do planeta. Em seguida, dez anos mais tarde, foi a vez da sonda MAVEN (sigla em inglês para Atmosfera de Marte e Evolução Volátil), da NASA, detectar auroras no hemisfério norte.

Por fim, no ano passado, o orbitador Hope, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), avistou auroras bizarras em formato de cobras serpenteando pelo planeta. 

Fonte: Olhar Digital / Por Flavia Correia

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