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“Cidades provisórias” podem começar a ser construídas no Rio Grande do Sul

Imagem: Cid Guedes/Shutterstock3D de Ötzi, o Homem de Gelo, e algumas de suas 61 tatuagens. Crédito: Ötzi - the Iceman / South Tyrol Museum of Archaeology - Facebook

A água baixou, mas muitos gaúchos simplesmente não têm mais uma casa para morar após a destruição causada pela maior tragédia climática da história do Rio Grande do Sul. São dezenas de milhares de desabrigados que poderão receber um teto nas chamadas “cidades provisórias” que estão sendo construídas no estado.

Espaços contarão com casas montáveis enviadas pela ONU

O governo do Rio Grande do Sul assinou nesta quinta-feira (06) o termo de cooperação para instalação dos primeiros cinco Centros Humanitários de Acolhimento (CHAs), mais conhecidos como “cidades provisórias”. Estes espaços serão instalados nas cidades de Porto Alegre e Canoas, na região metropolitana da capital gaúcha.

No total, estes cinco locais poderão abrigar 3,7 mil pessoas. Em Porto Alegre, as estruturas serão erguidas no Centro Humanístico Vida, no estacionamento do Porto Seco e no Centro de Eventos Ervino Besson. As unidades na capital gaúcha terão capacidade para acolher até duas mil pessoas.

Já em Canoas, eles serão montados na avenida Guilherme Schell, próximo à Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), e no Centro Olímpico Municipal (COM). Serão cerca de 1.700 moradores acolhidos nestes dois locais.

A infraestrutura prevista para os Centros Humanitários de Acolhimento é a mesma utilizada em hospitais de campanha. Serão espaços modulares em formato de galpão e tenda piramidal, com estruturas metálicas e divisórias internas que irão definir os espaços ocupados por cada uma das famílias.

Outra parte dos centros será composta por 208 casas montáveis cedidas pela Agência das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), com capacidade média de cinco pessoas por unidade.

Casas montáveis enviadas pela ONU serão utilizadas nos espaços (Imagem: divulgação/ONU)

Os espaços contarão com cozinha, refeitório, lavanderia, fraldário, áreas para assistência médica e social, de convivência, para crianças, animais de estimação, além de banheiros masculinos, femininos e neutros. Eles devem começar a receber Os centros devem começar a funcionar em até 20 dias.

Segundo o governo do Rio Grande do Sul, as “cidades provisórias” são uma solução transitória entre os abrigos onde as pessoas estão atualmente e as residências definitivas que serão construídas através de programa habitacional já anunciado pelo governo federal.

Visão aérea de enchente em cidade no Rio Grande do Sul (Imagem: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

Tragédia climática no Rio Grande do Sul

  • De acordo com o mais recente balanço da Defesa Civil, subiu para 172 o número de mortes confirmadas pelas fortes chuvas e enchentes que atingem o estado gaúcho.
  • São 41 pessoas desaparecidas, mais de 572 mil desalojadas e aproximadamente 30 mil em abrigos.
  • A tragédia climática causou impactos severos em 476 dos 497 municípios gaúchos, afetando diretamente mais de dois milhões de pessoas.
  • O lago Guaíba atingiu o maior nível da história, passando dos 5 metros e 30 centímetros.
  • Um dos pontos que continua completamente alagado em Porto Alegre é o Aeroporto Internacional Salgado Filho, que anunciou a suspensão de todas as operações até o final do ano.
  • Na região Sul, a Lagoa dos Patos também inundou alguns municípios, caso de Rio Grande.
  • Em 2023, uma série de desastres climáticos causou uma verdadeira devastação no Rio Grande do Sul.
  • Foram registradas 16 mortes em junho, 54 em setembro e outras 5 em novembro.

Fonte: Olhar Digital / Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Lucas Soares 

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