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Colisão entre dois planetas pode ter gerado novo exoplaneta

O novo planeta é mais denso que o aço, indicando que ele possui uma composição enriquecida em rochas e que se formou de forma violenta

simulação de uma colisão entre dois planetas gigantes (Credito: Jing Yao Dou)

Um grupo de pesquisadores descobriu um novo exoplaneta superdenso, fazendo-os acreditar que ele era muito maior e mais gasoso até ter uma colisão em alta velocidade com outro objeto em algum momento do seu passado. Esse evento removeu a atmosfera mais leve e a água do planeta, deixando para trás um mundo enriquecido em rochas.

O TOI-1853b é um pouco menor que Netuno, mas é quase duas vezes mais denso que a Terra, em comparação, o último planeta do Sistema Solar é três vezes menos denso. Essas características sugerem que sua composição é rica em rochas e sua formação não aconteceu de forma convencional.

Características do TOI-1853b:

  • Diâmetro: 44087 quilômetros (3,46 maior que o da Terra)
  • Órbita: 1,24 dias terrestres
  • Massa: 73,2 massas terrestres
  • Densidade: 9,7 g/cm³ (mais denso que o aço)

Essa descoberta vai na contramão do que se acreditava sobre planetas com esse tipo de formação. Eles geralmente se tornam gigantes gasosos com uma densidade próxima à da água, como Júpiter, mas não foi isso que aconteceu com o TOI-1853b.

Colisão de planetas gigantes

Em estudo publicado recentemente na revista Nature, os pesquisadores sugerem que o planeta é o núcleo de um mundo muito maior, que perdeu sua atmosfera por meio de um evento muito violento.

Durante uma simulação onde foi modelado o impacto de dois planetas gigantes, os pesquisadores descobriram que o TOI-1853b provavelmente era rico em água e sofreu um impacto a uma velocidade de cerca de 75 quilômetros por segundo.

Agora, os pesquisadores esperam continuar realizando observações do planeta superdenso para entender suas composição e procurar vestígios de atmosfera. Essa futura análise poderá comprovar se o TOI-1853b realmente passou por uma violenta colisão.

“Não tínhamos investigado anteriormente impactos tão gigantescos e extremos, pois não eram algo que esperávamos. Há muito trabalho a ser feito para melhorar os modelos de materiais subjacentes às nossas simulações e para ampliar a gama de impactos gigantes extremos modelados.”

Zoë Leinhardt, autora da descoberta, em comunicado

Fonte: Olhar Digital / Por Mateus Dias, editado por Lucas Soares 

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