Em junho de 2026, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou sua formação e indicou 88% de probabilidade de que alcance intensidade forte a muito forte. Esse aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico altera a circulação atmosférica global, modifica o comportamento das massas de ar e influencia a formação e o deslocamento das frentes frias, afetando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões.
Em Santa Catarina, o fenômeno costuma estar associado ao aumento da frequência e da intensidade das chuvas, elevando o risco de alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos de terra. Por isso, o monitoramento constante das condições oceânicas e atmosféricas é fundamental para o planejamento de ações preventivas e para a emissão de alertas à população.
Como o El Niño afeta o Brasil
Os impactos do El Niño variam conforme a região do país. Nas regiões Norte, Nordeste e em parte do Sudeste, o fenômeno favorece a formação de um bloqueio atmosférico, reduzindo a ocorrência de chuvas e aumentando os períodos de estiagem.
Ao mesmo tempo, as frentes frias tendem a permanecer por mais tempo sobre a Região Sul, especialmente nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esse comportamento favorece a ocorrência de chuvas persistentes e volumosas, aumentando a probabilidade de eventos extremos.
Confirmação do fenômeno
A confirmação do El Niño segue critérios internacionais estabelecidos por centros de monitoramento climático. O aquecimento das águas do Oceano Pacífico, por si só, não é suficiente para caracterizar o fenômeno. Entre os principais critérios utilizados estão:
Somente quando os indicadores ocorrem simultaneamente o fenômeno é reconhecido pela comunidade científica.
Evolução e intensidade
O desenvolvimento do El Niño ocorre de forma gradual. Em muitos episódios, os primeiros sinais surgem ao longo do ano, enquanto o período de maior intensidade costuma ocorrer entre a primavera e o verão do Hemisfério Sul.
A intensidade do fenômeno pode variar entre fraca, moderada, forte e muito forte. Essa classificação depende da persistência e da magnitude do aquecimento das águas do Oceano Pacífico, além da resposta da atmosfera às mudanças observadas no oceano.
Embora os modelos meteorológicos permitam estimar sua evolução com antecedência, a intensidade e os impactos do El Niño podem variar ao longo do período de monitoramento, o que exige acompanhamento contínuo por parte dos órgãos especializados.
Fonte: Por ASCOM | SDC / Foto: Thiago Kauê / SecomGOVSC
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