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Essa IA ‘lê mentes’ e pode revolucionar a realidade virtual

Pesquisadores acreditam que, por meio da integração da MinD-Vis a headsets, usuários conseguiriam controlar experiências com a mente
(Imagem: Oksana Klymenko/Shutterstock)

Mais um sistema com inteligência artificial (IA) capaz de “ler mentes” está entre nós. A MinD-Vis, criada por pesquisadores em Cingapura, decifra padrões de ondas cerebrais e gera imagens com base nas experiências visuais de uma pessoa.

Para quem tem pressa:

  • Pesquisadores de Cingapura desenvolveram a MinD-Vis, mais uma IA que consegue “ler mentes”;
  • A tecnologia decifra padrões de ondas cerebrais e gera imagens com base nas experiências visuais de uma pessoa;
  • Os pesquisadores prevêem a integração dessa tecnologia em headsets de realidade virtual;
  • A ideia, neste caso, é que os usuários controlem experiências virtuais com suas mentes em vez de controladores físicos.

Os pesquisadores prevêem a integração dessa tecnologia em headsets de realidade virtual, permitindo que os usuários controlem experiências virtuais com suas mentes em vez de controladores físicos, segundo o Euronews.

Criando a IA que ‘lê mentes’

(Imagem: Shutterstock)

O pesquisador principal Jiaxin Qing, do Departamento de Engenharia da Informação da Universidade Chinesa de Hong Kong, explicou que a MinD-Vis traduz as atividades cerebrais em uma linguagem que o Stable Diffusion AI (um sistema de código aberto que gera imagens a partir de texto) pode compreender.

Assim, a IA gerou com sucesso imagens consistentemente semelhantes àquelas mostradas aos participantes durante o estudo.

O projeto de pesquisa envolveu a coleta de conjuntos de dados de varredura cerebral de 58 participantes que visualizam entre 1,2 mil e cinco mil imagens diferentes de animais, alimentos, edifícios e atividades humanas durante exames de ressonância magnética.

A IA, semelhante à compreensão de linguagem natural do ChatGPT, combina varreduras cerebrais com imagens para criar um modelo de IA individualizado para cada participante, permitindo que os computadores “leiam” pensamentos e recriem percepções visuais.

Apesar do progresso, a equipe reconhece desafios significativos. Por exemplo, o desenvolvimento da inteligência artificial se beneficia da disponibilidade de conjuntos de dados de ressonância magnética e avanços no poder computacional.

Além disso, a leitura do pensamento do público é uma tarefa complexa que requer mais avanços e entendimento devido às variações na anatomia e funcionamento do cérebro entre os indivíduos.

As preocupações com a privacidade também são um ponto importante. Os pesquisadores destacaram a importância de diretrizes rígidas e leis éticas para proteger a privacidade dos participantes e impedir o compartilhamento não autorizado de conjuntos de dados de IA aprendidos. E a relativa falta de legislação sobre IA pode impedir o progresso nesse campo.

Próximos passos

Além do impacto no universo da realidade virtual, a tecnologia desta IA tem potencial para auxiliar pessoas com deficiência motora, segundo os pesquisadores envolvidos.

Chen Zijiao, da Escola de Medicina da Universidade Nacional de Cingapura, sugeriu, por exemplo, que a MinD-Vis poderia ajudar os pacientes a controlar membros artificiais ou se comunicar por meio de pensamentos quando falar é (ou se torna) difícil demais.

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