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Fim do mistério: estudo revela como se formaram os primeiros continentes

Imagem: Puwadol Jaturawutthichai/Shutterstock

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia Britânica fizeram uma descoberta que ajuda a responder como os continentes se formaram há bilhões de anos. Segundo eles, isso aconteceu muito antes das placas tectônicas surgirem.

Rochas antigas são a resposta

  • Os pesquisadores estudaram os “tijolos” da crosta terrestre primitiva.
  • Três tipos de rochas granitoides – tonalito, trondhjemito e granodiorito (TTG) – se associaram entre 4 bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás.
  • Como esse processo aconteceu, no entanto, ainda é um mistério.
  • Por isso, os cientistas buscaram elementos que seguem inalterados desde aquela época e que preservam sinais de magma original da crosta, antes da formação dos primeiros continentes.
  • O estudo foi publicado na revista Nature Communications.
Placas tectônicas teria surgido muito depois dos primeiros continentes (Imagem: PeterHermesFurian/Getty Images)

Não foram as placas tectônicas

A partir da análise das mudanças químicas preservadas da TTG, os pesquisadores descobriram que o estado e origem da crosta terrestre seria uma espécie de gabro. De composição basáltica, ele é vendido atualmente como granito negro.

Essa crosta ainda está presente nos continentes atuais, como nas cordilheiras Appalaches da América do Norte e no Canadá, onde a maioria das montanhas foi formada pelas rochas.

De acordo com o estudo, essas rochas resultaram do afundamento lento, espessamento e derretimento da crosta existente antes da formação dos continentes, o que provavelmente lembrava os platôs oceânicos modernos.

Com as descobertas, os pesquisadores derrubaram a teoria de que essa união de rochas antigas teria surgido nas primeiras zonas de subducção e marcado o nascimento das placas tectônicas. O processo foi muito mais antigo.

Além disso, está descartada a hipótese de impactos de meteoritos como os responsáveis pela criação dos continentes atuais.

A análise dos cientistas foi feita a partir de todas as amostras de TTG já catalogadas pela ciência, fragmentos cratônicos expostos e estudados pelos últimos 30 anos.

Fonte: Olhar Digital / Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi 

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