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Medidas de prevenção da influenza aviária devem ser mantidas em todo o Estado

Santa Catarina se mantém como zona livre de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP), sem registro de casos nos aviários comerciais. A manutenção deste status sanitário é importantíssima, pois a avicultura é uma atividade com grande participação econômica: Santa Catarina é um dos estados que mais produz carne de aves e é o segundo maior exportador do país. 

Para preservar a produção comercial de aves no Estado, é preciso que todos continuem adotando as medidas de biosseguridade em suas propriedades e comunicando à Cidasc se detectarem algum caso suspeito. “Temos duas rotas de aves migratórias na América do Sul que cruzam o território catarinense e uma terceira próxima à região de fronteira, no Oeste. Considerando este fluxo, é essencial que as comunidades estejam cientes de que os cuidados preventivos não se limitam à zona litôranea”, alerta a presidente da Cidasc, Celles de Matos. 

Em Santa Catarina, o primeiro caso de influenza aviária foi registrado em ave marinha na rota migratória da região litorânea, chamada de rota Atlântica. Outra importante rota de migração de aves é a rota Brasil Central, que passa pelo Extremo Oeste catarinense. Além destas, existe ainda a rota Amazônica, que transita entre alguns estados brasileiros e países vizinhos. 

As aves que transitam nestas rotas têm contato com aves residentes que, em alguns casos, fazem migrações internas, possibilitando a disseminação do vírus através do contato das aves migratórias com as aves silvestres locais. Por isso, todas as regiões devem ficar atentas, uma vez que as aves silvestres podem se deslocar centenas de quilômetros em um dia, chegando facilmente em outros pontos do Estado, o que permite a disseminação e interiorização do vírus. 

A principal medida de biosseguridade, a ser seguida em todo o Estado, é manter as aves de produção (comerciais ou de subsistência) sem contato com aves de vida livre. Os galinheiros e aviários devem ser cercados e telados. Os animais devem receber água tratada para beber e a água de rios, açudes e lagoas não deve ser usada nem para alimentação das aves, nem para fazer a nebulização. 

A alimentação deve ser fornecida em local protegido, que não atraia a atenção das aves de vida livre. As aves silvestres aquáticas são as mais suscetíveis e principais carreadoras do vírus, portanto, evitar a permanência das suas aves em locais com concentração de água como rios, lagos, lagoas e açudes é outra ação importante e fundamental para evitar que este vírus entre nas propriedades.

Tendo em vista que o vírus da influenza aviária pode ser carreado por objetos contaminados, os veículos que entram na propriedade devem ser desinfetados e os produtores devem evitar o empréstimo de equipamentos agrícolas de uso na avicultura. Também é necessário efetuar a troca de calçados ao entrar na área de produção, sendo este par de calçados usado apenas para este fim. 

As visitas à área de produção na propriedade devem ser vetadas, permitindo ingresso nos aviários apenas de pessoal essencial para o trato dos animais. É preciso também redobrar a atenção com os cuidados de higiene ao manipular as aves e seus produtos. Os equipamentos de proteção individual, como máscaras e luvas, são mais necessários do que nunca. 

Outra etapa fundamental para manter Santa Catarina livre da influenza aviária é fazer a notificação de casos suspeitos. Alterações nervosas ou respiratórias e principalmente a morte repentina de muitas aves são sinais de alerta: nestes casos, a Cidasc deve ser comunicada para que a suspeita possa ser descartada ou para que as medidas sanitárias possam ser adotadas rapidamente. 

Para fazer a notificação de casos suspeitos, faça o registro na página do SISBRAVET, que pode ser acessada através do atalho bit.ly/SISBRAVET .

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