Portugal ganha programa pioneiro de aceleração criado por catarinense

Portugal tem mais de 5 mil startups ativas, segundo o Startups & Entrepreneurial Ecosystem Report de 2025. O relatório aponta ainda que cerca de 70% delas foram criadas nos últimos cinco anos

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Foto: divulgação.

Foi nesse cenário que nasceu o Cybertech Acceleration, primeiro programa de aceleração dedicado exclusivamente a startups de cibersegurança no país.

A iniciativa foi criada pelo catarinense Thiago Vieira no âmbito da Incubou, incubadora fundada por ele com foco em apoiar empreendedores imigrantes. Ao mapear o ecossistema, ele identificou a ausência de um programa voltado especificamente a empresas de cibersegurança.

“O mercado de cyber na Europa está super aquecido com novas regulamentações criadas recentemente, e o talento brasileiro tem sido muito bem recebido. Por termos contato no Brasil com conflitos e golpes cibernéticos que são considerados sofisticados na Europa, conquistamos um espaço muito interessante e respeitado neste ecossistema”.

A primeira edição contou com 10 startups selecionadas entre centenas de aplicações do mundo todo.

“Captamos e intermediamos 270 mil euros em investimentos e dobramos o faturamento de uma das startups. A própria incubadora cresceu 10 vezes de 2024 para 2025”.

Agora, o programa está em fase de expansão para os Estados Unidos. Nesta segunda edição, a incubadora está focada em apoiar startups que querem ingressar no mercado americano. O programa, que inicia na segunda-feira, dia 23, ainda possui uma vaga aberta. Em agosto, a ideia é fazer o movimento contrário e apoiar empresas americanas interessadas no mercado europeu.

Entre os destaques da primeira edição está a Secure Nova, que foi a vencedora de Melhor Pitch no Demoday de 2025 em Lisboa, consolidando o impacto prático do programa no fortalecimento das empresas aceleradas. A startup possui uma plataforma SaaS que descobre e prioriza vulnerabilidades em produtos digitais. 

“O Cybertech Acceleration Inc, em Portugal, foi um divisor de águas para Secure Nova: refinamos nosso posicionamento, estratégia de go-to-market e narrativa de produto. As mentorias e conexões internacionais aceleraram nossa validação e abriram portas para parcerias e visibilidade no ecossistema europeu”, destaca Luana Favetta, CEO da startup.

Trajetória que começou em Blumenau

Thiago atua no desenvolvimento de software desde 2009. Em 2014, fundou a própria empresa no Brasil, que foi vendida quatro anos depois, período em que decidiu se mudar para Portugal.

Em paralelo à trajetória no setor de tecnologia, o empreendedor se formou em Direito e passou a atuar como perito forense especializado em tecnologia e cibersegurança, ampliando a atuação estratégica na área.

Ao chegar a Portugal, identificou a ausência de incubadoras voltadas a empreendedores imigrantes e fundou a Incubou com esse propósito.

“Percebi que das 130 incubadoras do país, nenhuma tinha um programa de aceleração focado em cybertechs”.

A partir dessa lacuna, foi estruturado um projeto específico para o setor e submetido a financiamento público. A proposta foi aprovada em um processo altamente competitivo, com taxa de aprovação superior a 10%, sendo um dos 10 selecionados entre 78 candidatos. Assim nasceu o Cybertech Acceleration.

Hoje, o programa já conta com 19 startups aceleradas, três internacionalizações concluídas e mais de 130 mil euros em aumento de receita, além de 270 mil euros de investimento captado.

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