O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, apresentou um balanço das ações e destacou avanços significativos na assistência oncológica em Santa Catarina durante o Encontro Estadual das Redes Femininas de Combate ao Câncer
O evento, realizado nos dias 23 e 24 de março, em São José, tem como objetivo fortalecer as 89 unidades locais e promover a capacitação de voluntárias de todo o estado.
O encontro reúne cerca de 500 voluntárias — conhecidas como “rosinhas” —, além de lideranças e autoridades, em uma programação que inclui troca de experiências, reuniões técnicas e capacitação para o acolhimento de pacientes em todo o território catarinense. A Rede Feminina de Combate ao Câncer foi oficialmente integrada à política estadual de Saúde em dezembro de 2023, na atual gestão. Até então, não havia normativos que estabelecessem vínculo entre a entidade e a Secretaria de Estado da Saúde (SES).
“Mais importante que o resultado é o progresso. No ano passado, o governador Jorginho Mello garantiu R$ 2 milhões para as redes femininas de combate ao câncer, reconhecendo a importância desse trabalho. Estamos avançando para cumprir esse compromisso, com regras já pactuadas na Comissão Intergestores Bipartite. O principal desafio é a inserção dos dados no sistema do Ministério da Saúde, que é complexo, mas essencial para viabilizar a transferência dos recursos aos Fundos Municipais de Saúde. Santa Catarina é o único estado com legislação no SUS que reconhece essa atuação”, destacou o secretário Diogo Demarchi.
Atualmente, Santa Catarina conta com 20 Unidades de Alta Complexidade em Oncologia (UNACONs). O Estado tem ampliado e organizado a rede oncológica, com destaque para a recente habilitação do Hospital Azambuja, em Brusque. Também foi implantado o serviço de radioterapia no Hospital Universitário Santa Terezinha, em Joaçaba, que entrou em funcionamento em 2023, antes mesmo da habilitação federal. Além disso, estão em andamento investimentos para a ampliação da unidade de oncologia, beneficiando diretamente a macrorregião do Meio-Oeste catarinense.
Para fortalecer o rastreamento do câncer, o Estado investe na modernização tecnológica, com a aquisição de mamógrafos digitais para os hospitais Hospital Carmela Dutra e Hospital Tereza Ramos, além de parcerias estratégicas com a Policlínica da Mulher. Os consórcios intermunicipais de saúde também foram fortalecidos, com repasse anual de R$ 30 milhões para consultas e exames, como mamografias e ultrassonografias de mama, somados aos recursos do programa SC Levado a Sério.
De forma inédita, duas carretas da saúde da mulher estão percorrendo o estado, realizando mamografias de rastreamento e ultrassonografias de mama. Ao longo de um ano, as unidades móveis atenderão as 17 Regiões de Saúde de Santa Catarina, com capacidade para realizar mais de 40 mil procedimentos.
O secretário também ressaltou a importância da reconstrução mamária como parte do cuidado integral às pacientes. “Seguindo a determinação do governador, o Estado está implementando ações voltadas às mulheres que passaram por mastectomia. Estamos trabalhando para ampliar o acesso à reconstrução mamária por meio de parcerias, pois a demanda é crescente. Nosso compromisso é acolher essas mulheres, promovendo dignidade, qualidade de vida e um cuidado cada vez mais humanizado. As Redes Femininas têm um papel essencial nesse processo”, concluiu Diogo Demarchi.
Fonte: Por ASCOM | SES
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