Enquanto o mercado de trabalho brasileiro perdeu ritmo na criação de empregos formais no primeiro semestre, Santa Catarina manteve um desempenho acima da média nacional e reforçou sua posição entre os estados com maior geração de vagas no país
O resultado evidencia a resiliência da economia catarinense em um cenário marcado por juros elevados, menor atividade econômica e desaceleração das contratações.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, mostram que Santa Catarina criou mais de 63 mil empregos com carteira assinada entre janeiro e junho, desempenho que colocou o estado entre os quatro maiores geradores de vagas formais do Brasil.
Em termos proporcionais, o crescimento do emprego formal foi de 2,45% no semestre, acima da média nacional (1,96%), da Região Sul (2,02%) e da Região Sudeste (1,85%).
O desempenho catarinense contrasta com o cenário nacional. No primeiro semestre, o Brasil registrou o pior resultado para o período desde 2020, com 921,6 mil vagas formais criadas, uma queda de aproximadamente 25% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas.
Mesmo em um ambiente econômico menos favorável, Santa Catarina continuou ampliando o mercado formal de trabalho, embora em ritmo inferior ao observado no ano passado.
Somente em junho, o estado registrou saldo positivo de 808 novos empregos, mantendo a trajetória de crescimento.
O avanço do emprego formal em junho foi impulsionado principalmente pelas mulheres. Do saldo total registrado no mês, 663 vagas foram ocupadas por elas, o equivalente a 82% dos novos postos de trabalho, enquanto os homens responderam por 145 vagas.
O resultado reforça a crescente participação feminina no mercado de trabalho catarinense, especialmente em atividades ligadas aos setores de serviços, comércio e indústria.
As cidades com maior saldo de empregos em junho refletem a força dos polos industriais e logísticos do estado. Itajaí liderou a geração de vagas, com 632 novos empregos, seguida por Rio do Sul (360), Blumenau (350), Jaraguá do Sul (286) e Joinville (254).
Os municípios fazem parte de regiões que concentram importantes cadeias produtivas da indústria, logística, comércio exterior e serviços, mantendo elevado nível de atividade econômica mesmo diante da desaceleração nacional.
O setor de serviços respondeu pela maior parte das contratações no acumulado do ano, com 26.639 novas vagas, registrando crescimento de 2,54%, ligeiramente acima da média brasileira para o segmento.
Na sequência aparece a indústria, responsável pela criação de 25.388 empregos formais entre janeiro e junho. Em termos relativos, foi o setor que apresentou uma das maiores expansões, com crescimento de 3,20% no estoque de empregos.
O desempenho dos dois segmentos reforça o perfil diversificado da economia catarinense, cuja base industrial permanece como um dos principais motores da geração de empregos e da atividade econômica no Estado.
Fonte: Redação Economia SC
Copyright © 2023. Todos os direitos reservados. Ascenda Digital Mídia LTDA.