Como o setor de tecnologia pode conquistar o comércio global

Presidente da ACATE Concordo com a afirmação de que “ainda temos muito suco para tirar da globalização”, feita por Gustavo Franco, um dos arquitetos do Plano

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Por Diego Ramos – Presidente da ACATE

Concordo com a afirmação de que “ainda temos muito suco para tirar da globalização”, feita por Gustavo Franco, um dos arquitetos do Plano Real e Ex-Presidente do Banco Central, em uma entrevista que aborda a baixa participação do Brasil no comércio exterior. Visando mostrar as oportunidades de internacionalização para os empreendedores de tecnologia, sempre repito que o nosso país participa de apenas 2% do comércio global – os outros 98% estão na mesa.

Embora no passado tenhamos ficado afastados da globalização e a situação geopolítica no presente esteja cada vez mais complexa, o futuro do desenvolvimento econômico nacional passa pela abertura do setor produtivo a mercados externos, deixando para trás a condição de isolamento.

O movimento de internacionalização ainda vai além de aumentar o volume de exportação, pois representa também ganho de produtividade. Franco destaca que as multinacionais mapeadas pelo Censo do BC – não apenas as empresas com controle estrangeiro, mas também as brasileiras que possuem participação de capital externo – representam ⅓ do PIB e produzem 15 a 20 vezes mais do que o restante no país, ou seja, elas são a “Ásia dentro do Brasil” em termos de eficiência.

Outra oportunidade para desenvolvimento das nossas empresas no cenário de globalização, conforme o Ex-Presidente do BC, é a expansão do comércio de serviços no meio digital – que nas próximas décadas crescerá acima das commodities e bens manufaturados.

O setor de tecnologia precisa estar pronto para surfar essa onda de internacionalização! Aqui na ACATE, um dos nossos principais focos tem sido provocar e inspirar o ecossistema de inovação de SC para a globalização. Temos apoiado movimentos estratégicos desde as grandes companhias integrantes do programa ACATE 1bi, algumas delas com presença internacional, até as empresas que deram seus primeiros passos no exterior com o ACATE Global Gateway em 2025.

Também estamos em constante articulação junto a governos com ênfase em políticas públicas que incentivem a internacionalização das empresas, seja por meio de fomentos, missões até a formulação de novos programas.

Os resultados dessas ações deverão ser constatados ainda nos próximos anos, por exemplo, com um salto de representatividade do setor de tecnologia catarinense no PIB estadual, passando de 7,75%, para 10% até 2030. Até lá, vamos tirar muito suco da globalização e ampliar a nossa participação nos 98% restantes do comércio exterior!

Fonte: ACATE – Por Diego Ramos – Presidente da ACATE

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