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A escola em tempos de inteligência artificial

Quando os muros da escola deixam de ser o limite, a educação precisa se reinventar!

McLuhan, um importante teórico da comunicação e professor universitário, mais conhecido por suas ideias sobre como os meios de comunicação influenciam a sociedade e a cultura, tinha uma percepção de futuro e dizia que chegaria um tempo em os muros da escola não mais seriam o limite da educação. Segundo ele: “A escola vai acontecer na vida e a vida vai acontecer na escola!”.

Se vivo estivesse eu diria a ele “Esse tempo chegou.” A pandemia derrubou os muros da escola e a inteligência artificial veio para deixar claro que a escola pode sim, acontecer na vida, onde quer que o aluno esteja.

E como fazemos para quebrar a barreira entre a escola clássica, tradicional que acontece dentro dos muros, com alunos sentados em cadeiras dentro de uma sala de aula para a escola da vida que acontece nas telas, onde quer que o aluno esteja?

Paulo Freire usava a expressão “jaula de aula” e se vivo estivesse, veria os desafios que educadores enfrentam para se libertar dessa jaula, sem deixar de fazer com que a educação aconteça.

Para abordar os desafios da educação em tempos de inteligência artificial, um ponto interessante a considerar é o papel da definição de propósito. Assim como empresas buscam encontrar seu propósito, líderes educacionais e alunos podem se beneficiar ao buscar compreender seu propósito pessoal e como isso se relaciona com o mundo ao seu redor.

Ao buscar o propósito educacional em tempos de inteligência artificial, é crucial considerar as necessidades e desejos do mundo, as habilidades únicas da instituição educacional, sua história e sua evolução futura. Assim como as empresas encontram seu propósito no centro dessas forças, as escolas e universidades também podem buscar o seu propósito considerando esses aspectos. A definição clara de propósito pode informar todas as ações da instituição educacional, trazendo significado e atenção plena para as operações diárias e motivação que vai além.

Da mesma forma, é relevante considerar como indivíduos dentro do ambiente educacional, sejam eles educadores, alunos ou outros profissionais, podem encontrar e definir seu propósito pessoal. Perguntas como “Como o mundo será beneficiado com a minha presença?” e “Quais são meus dons e habilidades únicos?” podem ajudar a delinear o propósito pessoal. A clareza sobre o propósito pessoal pode orientar as ações de cada indivíduo no contexto educacional, oferecendo um senso de significado e direção.

Certo. Mas o ponto de inflexão que queremos discutir é a mudança radical que as novas tecnologias, impulsionadas pela pandemia trouxeram.

FORMARAM UMA NOVA GERAÇÃO e a saúde mental dos educadores virou uma preocupação séria pois as dificuldades de lidar com essa nova geração de alunos, pode ser um dos fatores que mais contribuem para isso. Professores depressivos, ansiosos, tomando antidepressivos e ansiolíticos, tentando educar e ensinar uma geração que vê o mundo de outra forma e a partir de outro ponto de vista.

O fosso entre educadores nascidos e criados nos anos 2000 ou antes e os alunos nascidos e criados nos anos 2010 e após, é gigante.

Os pais esperam da escola mais do que ela pode dar, a escola espera dos pais o mínimo que eles precisam dar e nessa dança da roda gigante de altos e baixos, quem perde são os alunos que esperam de ambos, os rumos e a direção de sua vida futura.

Criar programas de saúde emocional, estabelecer parcerias concretas com a família e desenvolver habilidades de gerenciamento de sala de aula talvez sejam medidas que possam minimizar e auxiliar para o desenvolvimento de um programa de educação mais realista e efetivamente concreto.

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Instituto Humaniza

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