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Cabo submarino mais longo do mundo vai conectar Europa e Israel

O cabo terá 1.208 km, sairá da Grécia e passará pelo Chipre antes de chegar em Israel; também será o mais profundo do planeta
Imagem: Nexans

As redes elétricas da Europa serão interligadas com as de Israel em um mega projeto aprovado pela União Europeia. Para realizar a conexão será necessário um cabo submarino de corrente contínua de alta tensão e que percorrerá 1.208 quilômetros, o mais longo do mundo.

O cabo sairá da Grécia, passará pelo Chipre e chegará a Israel. Também será o interconector de rede mais profundo do planeta: ele atravessará o fundo do Mar Mediterrâneo, atingindo profundidades de mais de 3 mil metros.

O EuroAsia Interconnector trocará até 1.000 megawatts (MW) entre os três países e será capaz de aumentar esse limite até 2.000 MW. Isso equivale ao consumo de energia elétrica de 3 milhões de residências.

Segurança energética

  • O histórico projeto acabará com o isolamento energético do Chipre e de Israel, criando segurança no abastecimento e uma rodovia energética entre a Europa e a Ásia.
  • A primeira parte da obra, entre Grécia e Chipre, deve ser concluída em 2028, enquanto a segunda, entre Chipre e Israel, será finalizada em 2029.
  • A responsável pelos trabalhos será fornecedora de cabos Nexans, com sede na França, que garantiu um contrato de € 1,43 bilhão, quase R$ 7,5 bilhões, para realizar as conexões.
  • O CEO da EuroAsia Interconnector, Nasos Ktorides, destacou que o projeto também vai reduzir as emissões de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.
  • “O EuroAsia Interconnector Israel-Chipre-Grécia é um projeto europeu líder de interesse comum. Acaba com o isolamento energético de Chipre e Israel, cria segurança de abastecimento, reduz significativamente as emissões de CO₂ e serve o ‘acordo verde’ da Comissão Europeia”, disse ele.
  • A União Europeia classificou a interligação como um projeto de interesse comum do bloco.
  • Isso possibilita menos burocracia para a liberação de permissões e custos mais baixos para a realização das obras.

Com informações de Electrek.

Fonte: Olhar Digital | Por Alessandro Di Lorenzo, editado por Bruno Capozzi

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