A decisão colocará frente a frente duas das seleções que mais convenceram ao longo do torneio: a atual campeã Argentina e a campeã europeia Espanha. A partida acontece no próximo domingo, em Nova Jersey, e promete reunir duas gerações marcantes do futebol mundial, simbolizadas por Lionel Messi e Lamine Yamal.
A campanha argentina foi marcada por superação e eficiência ofensiva. Desde a fase de grupos, a equipe comandada por Lionel Scaloni demonstrou força coletiva e manteve o espírito competitivo que a levou ao título em 2022.
No mata-mata, a Albiceleste iniciou sua caminhada vencendo Cabo Verde por 3 a 2, em um duelo bastante equilibrado. Nas oitavas, superou o Egito por 3 a 2, novamente mostrando poder de reação nos momentos decisivos.
Nas quartas de final, a seleção teve atuação dominante diante da Suíça, vencendo por 3 a 1 e garantindo presença entre os quatro melhores. Já na semifinal, protagonizou um dos grandes jogos do Mundial ao derrotar a Inglaterra por 2 a 1, com uma virada emocionante nos minutos finais e participação decisiva de Lionel Messi na construção dos dois gols.
Ao longo da competição, a Argentina consolidou o melhor ataque da Copa, chegando invicta à decisão e sonhando com o bicampeonato consecutivo — feito que não acontece desde o Brasil de 1958 e 1962
Se a Argentina impressionou pelo poder ofensivo, a Espanha encantou pela organização tática e pela consistência defensiva.
A campanha começou com um empate sem gols diante de Cabo Verde, mas a equipe cresceu rapidamente. Ainda na fase de grupos, goleou a Arábia Saudita por 4 a 0 e venceu o Uruguai por 1 a 0, garantindo a liderança da chave.
Na fase eliminatória, a “Roja” mostrou maturidade para superar adversários tradicionais. Eliminou a Áustria por 3 a 0, venceu Portugal por 1 a 0 em um clássico ibérico e despachou a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final.
Na semifinal, teve talvez sua atuação mais sólida da competição ao derrotar a França por 2 a 0, neutralizando completamente o ataque francês e confirmando sua vaga na segunda final de Copa do Mundo da história.
Com apenas um gol sofrido durante todo o torneio, a Espanha chega como a defesa menos vazada da competição e embalada por uma longa sequência de invencibilidade.
Antes da decisão, França e Inglaterra voltam a campo para definir quem encerra a Copa no pódio. As duas seleções chegaram às semifinais como favoritas, mas acabaram derrotadas por Espanha e Argentina, respectivamente.
Agora, o confronto vale mais do que a medalha de bronze: representa a oportunidade de terminar a competição com uma vitória e confirmar o bom desempenho apresentado ao longo do Mundial.
A final reúne duas equipes que fizeram campanhas praticamente impecáveis, mas com características bastante diferentes. De um lado, a experiência, o talento ofensivo e a tradição da Argentina. Do outro, a intensidade, o controle de jogo e a juventude da Espanha.
Independentemente do resultado, a Copa do Mundo de 2026 já reserva um encerramento à altura de sua história: um duelo entre a atual campeã mundial e a atual campeã europeia, em uma decisão que promete entrar para a memória do futebol.
Fonte: Redação do Ascenda Digital
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