Imagine tentar montar um quebra-cabeça de mil peças — mas cada time da empresa recebeu algumas dessas peças, armazenadas em gavetas diferentes, com formatos distintos e sem uma imagem de referência para guiar o resultado final.
Essa é, em essência, a realidade da maioria das empresas quando o assunto é dados.
O time de marketing coleta informações no CRM. O financeiro gera planilhas em Excel. A área de produto se apoia em ferramentas próprias. O suporte usa sistemas de tickets. E a TI, sobrecarregada, tenta construir pontes frágeis entre esses mundos.
O resultado? Um labirinto de silos de dados, onde decisões são tomadas com base em fragmentos, suposições ou, pior, dados desatualizados e contraditórios.
O CAOS DOS DADOS É MAIS PROFUNDO DO QUE PARECE
É tentador pensar que a desorganização de dados é apenas um problema técnico.
Não é.
Ela é reflexo de três dimensões simultâneas:
1. Fragmentação operacional
Cada área adotou ferramentas e processos de forma autônoma, sem uma visão integrada. Isso criou silos que não conversam — nem por integração, nem por semântica.
2. Ausência de arquitetura de dados
Poucas empresas projetam a estrutura de dados com a mesma seriedade que dedicam a produtos, marketing ou vendas. Sem uma fundação bem definida, tudo o que vem depois é improviso.
3. Falta de cultura orientada por dados
Mesmo quando há informação disponível, muitas decisões ainda são tomadas por hierarquia, intuição ou instinto. A informação vira ruído, e não insumo.
O VERDADEIRO RISCO: A ILUSÃO DE QUE SE ESTÁ NO CONTROLE
Empresas cheias de dashboards, gráficos e relatórios podem parecer data-driven. Mas, se a origem dos dados está quebrada, os gráficos apenas amplificam a confusão.
Esse é o perigo invisível: líderes tomando decisões com confiança, mas com base em um cenário distorcido.
E quanto maior a empresa, mais complexo e custoso se torna esse caos.
ESTRATÉGIA UNIFICADA DE DADOS: O NOVO PILAR DAS ORGANIZAÇÕES EXPONENCIAIS
O ponto de inflexão começa quando a empresa entende que dados não são subproduto do negócio — eles são o negócio. Não basta coletar mais dados. É preciso estruturar, conectar, governar e ativar.
Uma estratégia unificada passa por cinco frentes essenciais:
COMO AS PLATAFORMAS DE DADOS TRANSFORMAM ESSE DESAFIO EM VANTAGEM ESTRATÉGICA
As plataformas de dados surgem como resposta moderna e eficiente a esse cenário de fragmentação.
Elas atuam como plataforma de orquestração e inteligência de dados, desde a ingestão inicial até a governança e a ativação, com um diferencial claro: foram pensadas para descomplicar e acelerar o processo de estruturação de dados para empresas que querem migrar da análise estática para a ação inteligente.
Com conectores prontos, arquitetura lakehouse, catálogo dinâmico e capacidade de fornecer dados estruturados para agentes de IA, plataformas como a Nekt não apenas organizam os dados — ela os ativa.
Transformando o caos em contexto. E o contexto em inteligência prática.
POR QUE TUDO ISSO IMPORTA AGORA?
Porque dados são a matéria-prima da inteligência artificial. E IA não funciona sobre dados quebrados, sujos ou desconectados.
Toda empresa que deseja usar copilotos, agentes ou automações inteligentes precisa começar por onde poucos começam: uma base sólida de dados organizados e governados.
O CAOS É A SUPERFÍCIE. A INTELIGÊNCIA É O DESTINO
A jornada começa aqui — com o reconhecimento de que dados desorganizados são um freio invisível ao crescimento.
Nos próximos artigos, vamos mergulhar nos blocos fundamentais dessa transformação: do ETL à governança, da arquitetura ao SQL, dos dados em tempo real à era dos agentes inteligentes.
Porque o futuro das empresas não será definido por quem tem mais dados, mas por quem sabe estruturá-los, governá-los e ativá-los com precisão.
REFERÊNCIAS:
Fonte: SCInova / Por Eduardo Barbosa, CEO da Brognoli Imóveis e um dos responsáveis pelo Conselho Mudando o Jogo (CMJ) em SC e RS. Escreve sobre inteligência artificial no ambiente corporativo na série “Diários de IA”.
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