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Fóssil inédito no mundo é encontrado em Minas Gerais e pode revolucionar estudos sobre a vida

Imagem: divulgação/Matheus Denezine

Um fóssil do período pré-cambriano, compreendido entre a formação da Terra (há cerca de 4,6 bilhões de anos) até aproximadamente 542 milhões de anos atrás, foi localizado em Minas Gerais. Este é o primeiro exemplar do tipo a ser identificado no mundo e pode ajudar no entendimento da evolução da vida no nosso planeta.

Ghoshia januarensis (Imagem: divulgação/Matheus Denezine)

Importância da descoberta para os estudos sobre a evolução

O fóssil é de uma cianobactéria de apenas 10 micrômetros (ou 10 milionésimos de metro) e só pode ser visto por microscópios eletrônicos. Ele foi encontrado no município de Januária (MG) e batizado de Ghoshia januarensis.

“Essa espécie foi descrita pela primeira vez no mundo, era uma cianobactéria que existia aqui há mais de 540 milhões de anos, no período Pré-Cambriano, antes de dinossauros ou animais com esqueleto existirem. É uma descoberta que coloca o Brasil dentro do cenário de estudos sobre a evolução da vida. “

 
Matheus Denezine, geólogo e pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), e primeiro autor do artigo

Descobertas como essas validam a teoria de Charles Darwin de que a vida na Terra é muito mais antiga do que sugeria a literatura cientifica do século XIX.

No total, sete fósseis foram encontrados na Formação de Sete Lagoas, que fica dentro da bacia São Francisco, uma área geológica que abrange Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia. A Ghoshia januarensis vivia em ambiente marinho e foi identificada em calcários da formação.

A descoberta também confirma que a região onde hoje fica o estado de Minas Gerais ficava no mar há mais de 540 milhões de anos. Com o passar do tempo, as rochas da bacia afloraram e a terra firma surgiu. As informações são de O Globo.
Descoberta também indica que pode haver petróleo na região (Imagem: Kirill Gorshkov/Shutterstock)

Possibilidade de petróleo na região de MG

  • Além de ser um fóssil inédito no mundo, o achado levanta a possibilidade de presença de petróleo na bacia sedimentar do São Francisco.
  • A formação de petróleo é um processo longo e complexo que parte do ponto inicial de acúmulo de matéria orgânica em camadas de sedimento que vão se sobrepondo no fundo do mar, lagos e rios.
  • Ao longo do tempo, através de processos físicos e químicos, o material, em uma rocha fonte, atinge alta temperatura ideal para geração de óleo e gás.
  • Em seguida, esse óleo sobe para rochas porosas até ficar armazenado nos chamados reservatórios de petróleos.
  • Os pesquisadores descobriram o ponto inicial desse processo: a presença de matéria orgânica capaz de ter alcançado a temperatura suficiente para a geração de óleo.
  • Agora, os cientistas querem descobrir se há, de fato, petróleo no local.
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