Há uma anomalia magnética bem em cima do Brasil

A Anomalia Magnética do Atlântico Sul reduz a proteção magnética da Terra sobre parte do Brasil, do Atlântico e da África

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Anomalia Magnética do Atlântico Sul - Crédito: Agência Espacial Europeia (ESA)

Existe uma região do planeta onde o campo magnético da Terra apresenta menor intensidade em comparação a outras áreas. Localizada sobre parte da América do Sul e do Oceano Atlântico Sul, a chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul desperta o interesse dos cientistas por seus impactos na exploração espacial e por atingir diretamente o território brasileiro.

No Olhar Espacial desta sexta-feira (7), vamos entender como funciona o campo magnético terrestre, uma proteção natural que ajuda a bloquear partículas energéticas vindas do Sol. O programa também vai mostrar por que essa barreira é mais fraca nessa região e quais são as consequências para satélites, espaçonaves e missões espaciais.

A anomalia vem sendo monitorada há décadas por pesquisadores, que acompanham suas mudanças de intensidade e deslocamento ao longo do tempo. Durante a atração, será possível entender como essas alterações influenciam operações em órbita e por que agências espaciais mantêm atenção constante sobre essa área.

anomalia magnetica AAS
Crescimento da Anomalia do Atlântico Sul (AAS). – Crédito: Reprodução/Agência Espacial Europeia

No OE desta noite, você também vai descobrir como os cientistas estudam a história magnética da Terra. Análises de rochas, minerais e sedimentos preservam registros de antigas mudanças no campo magnético do planeta, permitindo reconstruir eventos ocorridos ao longo de milhões de anos.

Outro aspecto abordado será o futuro da Anomalia Magnética do Atlântico Sul e o que a ciência já descobriu sobre sua evolução. Também saberemos se essa alteração teria alguma relação com uma possível inversão dos polos magnéticos terrestres, um fenômeno natural que já aconteceu diversas vezes na história do planeta.

Doutor em Geofísica explica a Anomalia do Atlântico Sul

Para explorar o que existe por trás dessa anomalia e como ela é estudada pelos cientistas, o programa entrevista Gelvam André Hartmann, docente do Departamento de Geologia e Recursos Naturais do Instituto de Geociências da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Graduado em Física, com mestrado e doutorado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (USP), ele realizou estágio de doutorado no Institut de Physique du Globe de Paris e pós-doutorados na USP e no Observatório Nacional.

Gelvam Andr Hartmann
Gelvam André Hartmann é o convidado desta sexta-feira (7) do Programa Olhar Espacial – Crédito: Arquivo pessoal

Hartmann desenvolve pesquisas nas áreas de geomagnetismo, paleomagnetismo, arqueomagnetismo e magnetismo ambiental. O pesquisador também coordena projetos financiados por instituições como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em colaboração com cientistas do Brasil e do exterior.

Fonte: Olhar Digital / Por: Flavia Correia e Bruno Capozzi

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