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Projeto da Epagri promove práticas educativas e empreendedoras para estudantes de Caxambu do Sul

Apreciar um belo quintal, tirar dele o maior proveito funcional e paisagístico possível, experimentar espécies de plantas com alto potencial para a geração de renda em um pequeno e eficiente espaço de cultivo.
Juliano, extensionista da Epagri no município, é coordenador do projeto (Fotos: divulgação / Epagri)

É isso o que se pretende com projeto idealizado a partir de uma parceria  entre a equipe municipal da Epagri e a comunidade da Escola de Ensino Fundamental Adele Faccin Zanuzzo, em Caxambu do Sul. “Sendo um projeto-piloto, busca-se gerar uma referência para o desenvolvimento do conceito de Unidade de Referência Escolar (URE), um dos indicadores do Projeto Capital Humano e Social (CHS) da Epagri”, relata Juliano G. Garcez, extensionista da Epagri no município.

Ele explica que o projeto “Composição paisagística e funcional de raízes, rizomas e tubérculos para práticas educativas e empreendedoras em comunidade escolar” surgiu a partir de demandas e do interesse de parcerias institucionais manifestado à Epagri pela Diretora da escola, Marilda Leite. A partir da avaliação de problemas, demandas e potencialidades, elaborou-se um diagnóstico, a fim de registrar e buscar intervenções motivadas pelas necessidades, inquietudes, anseios e expectativas dos clientes e beneficiários da Epagri. Desse modo, o projeto identificou quais são os “ganhos” buscados pela comunidade escolar. Ao identificar quais são as tarefas a serem realizadas pelo cliente e suas dores, busca ofertar criadores de ganhos, além de produtos e serviços, respectivamente.

A partir do diagnóstico, foi possível identificar o compromisso com o estímulo à manutenção da sucessão familiar empreendedora nas propriedades rurais do município. Ganharam destaque a busca por melhorias paisagísticas e funcionais no pátio escolar e a oportunidade de capacitação da comunidade para o desenvolvimento das atividades relacionadas ao projeto Jovem Empreendedor Primeiros Passos (JEPP), executado pelo Sebrae na escola. 

Tarefas da escola

Entre as tarefas da Escola estão a restauração e manutenção do pátio, pomar, horta, horto medicinal e jardim escolar; a execução das atividades de educação empreendedora em atendimento ao projeto JEPP; e o desenvolvimento de habilidades, valores, competências e cidadania. Entre as dores manifestadas pela comunidade escolar, estão a limitação de recursos e baixa qualificação técnica da comunidade escolar em manejo de hortas, pomares e jardins, e a deriva de agrotóxicos aplicados no entorno da escola.

O projeto, iniciado em março e com prazo de conclusão em novembro, tem objetivo de despertar na comunidade escolar interesse pela composição paisagística e funcional de quintais, hortas, pomares e jardins, a partir de raízes, rizomas e tubérculos. Pretende ainda estimular práticas educativas e empreendedoras, no sentido de cultivar opções rentáveis para pequenas áreas de produção, com potencial de impacto na melhoria da autoestima e implementação de hábitos alimentares saudáveis.  Como impactos, busca-se a promoção do bem-estar social e o desenvolvimento econômico. 

Projeto alcança cerca de dez professores e 30 alunos

O projeto traz contribuições de experiências vivenciadas pelo extensionista Juliano, que conheceu grupos de plantas  no Campus de Santa Rosa do Sul do Instituto Federal Catarinense. Os estudos desenvolvidos lá demonstram potencialidades de alguns cultivos, processos e produtos de origem vegetal, com alto valor agregado. 

Juliano explica que, ao cultivar rizomas e tubérculos no pátio, a escola ganha não só em beleza. As plantas ajudam a formar uma cortina de vegetais, capaz de proteger contra vento e poeira e também contra a deriva de agrotóxicos provenientes de lavouras do entorno, além de funcionar como barreira visual e acústica. O projeto ainda se propõe a fazer o manejo do pomar escolar, com podas, controle fitossanitário e adubações, e a introduzir gradativamente brotos de bambu na alimentação escolar. O projeto alcança cerca de dez professores e 30 alunos,  tendo como público prioritário as turmas do 6º ao 9º ano, provenientes de oito comunidades do município. 

Resultados do projeto

Como resultado do trabalho iniciado em março, a escola já aumentou seu pomar em cerca de 20 frutíferas nativas e implantou mudas de bambu no pátio. Também já foi instalado no pátio do colégio, com a colaboração de um agricultor, um túnel de produção de mudas, que abriga cerca de 500 delas. Mas o principal resultado alcançado é a multiplicação dessas práticas nas propriedades das famílias dos alunos. 

Juliano explica que as mudas vão ajudar a compor o enriquecimento paisagístico e funcional do pátio da escola e também serão distribuídas para a comunidade escolar. Além disso, pretende-se comercializar o restante das mudas no final do ano, para atender um dos objetivos do projeto JEPP. Além de incentivar a comunidade escolar a conhecer, multiplicar, cultivar e beneficiar Plantas Alimentícias Não Convencionais (Pancs), plantas funcionais, temperos naturais e frutíferas nativas e exóticas, o extensionista pontua outras oportunidades, entre elas  ampliar a quantidade de espécies, atendendo outros eixos temáticos do projeto JEPP, como jardim sensorial, brinquedos ecológicos, instrumentos artesanais e robótica empreendedora. 

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Túnel de produção de mudas foi uma das conquistas da Escola com o projeto

O extensionista da Epagri segue empenhado em estruturar ainda mais o projeto. “A proposta já foi submetida a um edital de recurso para aquisição de uma casa de vegetação, pois no inverno as mudas ficam prejudicadas pela baixa temperatura”, explica ele. O extensionista também pretende sensibilizar novos colaboradores e apoiadores financeiros, entre a população e empresas do município e da região. 

“Precisamos de recursos para construir mais túneis, adquirir embalagens, lona, ferramentas, substrato, fertilizantes, Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), entre outros”, justifica Juliano, adiantando que, a partir de agosto terá início a multiplicação de outras espécies. Atualmente o projeto subsiste com receita da própria escola e recursos materiais da Secretaria Municipal de Agricultura e de empresas do município e da região. Também conta com a colaboração financeira da comunidade escolar, captada pela Associação de Pais e Professores (APP). 

Depois de conhecer o sistema da Epagri, a família fez o planejamento forrageiro e implantou pastagens perenes de verão, com mudas de capim-pioneiro, missioneira-gigante, grama jiggs e tífton 85. “Os técnicos começaram a dar assistência e a gente começou a ir muito bem. O capim-pioneiro foi o que matou a fome dos animais. Depois disso, nunca mais faltou pasto na nossa propriedade”, conta Larissa.

As pastagens ainda foram ampliadas e melhoradas, a família garantiu água e sombra para os animais e cuidou da fertilidade do solo. Os indicadores técnicos e econômicos passaram a ser acompanhados, para aprimorar o resultado.

Fonte: Epagri 

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