O encontro, realizado com o apoio da Cooperalfa, prefeitura municipal de Guatambu, Cresol, Sicoob, Sicredi e Fazenda Zanrosso, reuniu mais de 150 pessoas, entre estudantes, técnicos, produtores e interessados em conhecer um pouco mais sobre as possibilidades de cultivo de hortaliças e grãos de forma sustentável. Para o extensionista da Epagri no município e coordenador do seminário, Fábio Júnior Montagna, “o plantio direto é uma forma de pensar a agricultura de uma maneira mais consciente, com planejamento e sustentabilidade. É um sistema que gera resultados expressivos, beneficiando não apenas os agricultores, mas também o meio ambiente”.
Na parte da manhã, os presentes assistiram às palestras ministradas pelo coordenador estadual do programa de horticultura da Epagri, Marcelo Zanella, e pelo extensionista Denis da Silva, que atua no município de Ouro Verde. Zanella apresentou um comparativo de desempenho entre o cultivo tradicional e o sistema de plantio direto aplicado às hortaliças, especialmente em lavouras da Grande Florianópolis. “As hortaliças estão presentes diariamente nas nossas mesas e movimentam uma cadeia econômica que ultrapassa R$4 bilhões por ano. Por isso, é importante pensar em formas mais sustentáveis, que aprofundem o conhecimento sobre a planta e seu ambiente de cultivo, para produzir mais e de forma mais eficiente, diminuindo ou eliminando o uso de agrotóxicos”, afirma.
Por outro lado, Denis falou sobre o trabalho que tem desenvolvido no cultivo de grãos utilizando o sistema de plantio direto no Oeste de Santa Catarina. Os profissionais destacaram alguns cuidados que os produtores devem tomar ao aderir a este sistema, como o não revolvimento do solo para evitar a perda de matéria orgânica, a rotação de culturas, o plantio de adubos verdes e a cobertura do solo.
Durante a tarde, os participantes foram recebidos na propriedade da família Zanrosso, onde puderam observar e aprender sobre a aplicação prática do sistema. O proprietário, Marcos Zanrosso, contou que, inicialmente, a área era utilizada para o plantio de eucaliptos. No entanto, depois de uma reestruturação, eles passaram a conciliar a criação de gado no sistema de confinamento com o plantio de grãos. “Tínhamos muitos problemas com o acúmulo de água, erosão e perda de fertilidade do solo. Por esse motivo, com o apoio da Epagri e da Cooperalfa optamos por realizar o terraceamento da área”, revela.
O agricultor conta que o terraço foi construído em parceria com a família Trombetta, vizinha da propriedade, em um esforço conjunto. Hoje, ambos compartilham e utilizam o mesmo terraço e já percebem as melhorias advindas deste investimento. O extensionista da Epagri, Dirceu Junior Ferri, enfatiza que, em menos de dois anos, os gastos com os terraços foram recuperados graças ao aumento da produtividade e à economia em insumos.
O seminário ressaltou ainda a importância dos cuidados com o solo, especialmente os riscos da compactação. Esse problema dificulta o desenvolvimento das raízes e compromete a produtividade das culturas. Por isso, práticas como o uso de plantas de cobertura e o manejo adequado são fundamentais para manter o solo saudável e garantir a sustentabilidade da produção agrícola.
O evento aproveitou para abordar um outro aspecto que tem trazido preocupação aos produtores catarinenses, que é a confirmação da presença do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) no Estado. Essa planta daninha é bastante agressiva e pode reduzir significativamente a produtividade de culturas como milho, soja e algodão.
O agente da Cidasc, Diogo Deoti, apresentou as características do caruru-gigante, entre elas, o caule robusto e ramificado, a inflorescência alongada, a elevada produção de sementes e o rápido crescimento. “É muito importante que vocês estejam atentos às lavouras e saibam identificar essa planta. Em caso de suspeita, a Cidasc deve ser notificada”.
O evento aproveitou para abordar um outro aspecto que tem trazido preocupação aos produtores catarinenses, que é a confirmação da presença do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) no Estado. Essa planta daninha é bastante agressiva e pode reduzir significativamente a produtividade de culturas como milho, soja e algodão.
O agente da Cidasc, Diogo Deoti, apresentou as características do caruru-gigante, entre elas, o caule robusto e ramificado, a inflorescência alongada, a elevada produção de sementes e o rápido crescimento. “É muito importante que vocês estejam atentos às lavouras e saibam identificar essa planta. Em caso de suspeita, a Cidasc deve ser notificada”.
Diogo afirma que alguns dos principais métodos de controle incluem o uso de palhada para proteger o solo, a aplicação de pré-emergentes e a prática da rotação de culturas. Além disso, a limpeza do maquinário é fundamental, principalmente para quem realiza colheitas em outros estados, como o Mato Grosso, a fim de evitar a introdução de plantas daninhas e pragas.
Fonte: Por ACOM | Epagri / Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista Epagri/Fapesc
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