Agenda Smart Cities 2023: CO2, Data-driven e Talentos

Descarbonização, gestão com uso de dados e talentos estão entre os principais temas das cidades inteligentes, neste 1o dia Smart Cities Expo World Congress 2023.

Fotos: Jean Vogel

Em 1958, Charles David (Dave) Keeling, a partir de Mauna Loa, Havaí, começou a medir sistematicamente o nível de CO2 na atmosfera utilizando um equipamento desenvolvido por ele mesmo. Desde então, o projeto fornece a primeira prova inequívoca de que o nível de CO2 na atmosfera está em elevação, registrando um crescimento superior a 100 ppm, até os dias de hoje.

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Este cenário fez países iniciarem uma busca urgente pela descarbonização, de maneira mais visível, na mobilidade. Como disse Claire O’Neill, Ministra de Clima e Energia do Reino Unido entre 2017 e 2019: “Os planos devem ser de longo prazo, mas de forma sustentável e aceitável“, pois leis e diretrizes necessitam de uma mudança de comportamento. “Como iremos viver da maneira que queremos, à luz das metas de descarbonização?” É necessário agir e não esperar pelo cenário perfeito – pois ele nunca chega.

“Em Deus, nós confiamos; todos os outros tragam dados”

A famosa frase do consultor americano W. Edwards Deming (1900-1993), serve de gancho para entender a busca por coletar, tratar e tomar decisões a partir de dados. Fazer uma gestão eficiente de uma cidade é algo cada vez mais complexo, mas que pode ser simplificado com uso inteligente de dados, que se transformam em informações e orientam decisões – sejam elas humanas ou por inteligência artificial. 

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Guimarães, cidade portuguesa referência em gestão data-driven

Plataformas (hardwares e softwares) de coleta e gestão existem em dúzias, mas o desafio é ser transparente, aberto e conectado. Interoperabilidade de sistemas é o ponto crucial para viabilizar uma gestão data-driven.

Guimarães, em Portugal, cidade que tive a oportunidade de visitar este ano antes de vir para Barcelona, é um exemplo real de gestão por dados, e com resultados efetivos:  está entre as três finalistas para se transformar na Capital Verde Europeia 2025.

“What Is The City But The People?” – Shakespeare

A frase é antiga, mas cada vez mais atual. Em uma economia global e digital, o trabalho remoto nos permite morar onde quisermos, mesmo que seja para uma empresa que esteja do outro lado do mundo – ou na nuvem!

Esse cenário apresenta um desafio e uma oportunidade: para gestores que não entenderam que Cidade Inteligente vai muito (mas muito) além da lâmpada led e do 5G, os talentos estarão cada vez mais distantes de seus territórios. 

Já para aqueles que entenderam que o mundo já não é mais como antigamente, e que desenvolver, atrair e reter talentos é a maior e mais eficaz estratégia para promover o desenvolvimento de suas cidades, o futuro lhes guarda muito sucesso.

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Barcelona é um dos maiores exemplos, usou o tema de Smart Cities como missão, e hoje, 4% do PIB da Cataluña é gerado pela economia “smart cities”. São startups, empresas e serviços – na maioria instaladas em Barcelona, que desenvolvem soluções exportadas para o mundo todo, mas que só é possível porque Barcelona é uma cidade daquelas que você não quer deixar para trás. Segura, tecnológica, bonita, cultural, com um ótimo clima e com uma gastronomia diversificada – eu já escrevi sobre isso na cobertura do ano passado.

Elementos que atraem e retêm talentos, os verdadeiros motivos para a existência dos territórios de inovação, que buscam se constituir em tempestades perfeitas para a formação da inovação: 

(INFRAESTRUTURA + BOA COMIDA & BEBIDA + CULTURA + OPORTUNIDADE$) * TALENTOS

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Barcelona: cidade segura, tecnológica, bonita, cultural, com um ótimo clima e com uma gastronomia diversificada

Aos poucos vamos juntando as peças e entendendo como um território smart se desenvolve. 

Fonte: SCINOVA / Por Jean Vogel, presidente da Câmara de Smart Cities da FIESC, direto de Barcelona (ESP) 
Esta cobertura é um oferecimento da Câmara de Smart Cities FIESC e Bairru PARC / Pista Innovation Hub 

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