O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e a Finep anunciaram na última sexta-feira (6) uma nova rodada de investimentos públicos voltados à inovação industrial. Ao todo, serão R$ 3,3 bilhões destinados a projetos de desenvolvimento tecnológico alinhados à estratégia da Nova Indústria Brasil (NIB), por meio de 13 editais de subvenção econômica e de uma nova chamada do Programa Conhecimento Brasil.
O anúncio foi feito durante reunião do Comitê de Líderes da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), em São Paulo, e marca um novo passo na tentativa de reconstruir a base industrial brasileira a partir de tecnologia, inovação e ciência aplicada. Diferentemente de políticas focadas apenas em crédito ou incentivos fiscais, a subvenção econômica — recurso não reembolsável — permite assumir risco tecnológico e financiar projetos que ainda não têm retorno imediato, mas são estratégicos no médio e longo prazo.
A chamada está aberta a empresas brasileiras de todos os portes, desde que apresentem projetos alinhados aos seis setores estratégicos definidos pela NIB: cadeias agroindustriais, saúde, infraestrutura, transformação digital, transição energética e defesa nacional. Os recursos podem ser utilizados em despesas com pessoal técnico, contratação de serviços especializados, aquisição de equipamentos e materiais — itens diretamente ligados à capacidade de executar pesquisa, desenvolvimento e inovação dentro das empresas.
O recorte temático revela as prioridades do ciclo atual: estão no centro das chamadas tecnologias ligadas a inteligência artificial, fertilizantes, insumos farmacêuticos, baterias, semicondutores, minerais críticos, transição energética e digitalização industrial. Em comum, são áreas em que o Brasil busca reduzir dependência externa, aumentar autonomia tecnológica e reposicionar sua indústria em cadeias globais mais sofisticadas.
Para ter acesso aos recursos, é exigida parceria com Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), o que reforça o papel dos ecossistemas de inovação — universidades, parques tecnológicos, institutos de pesquisa e hubs regionais — como infraestrutura produtiva.
Na prática, a política pública passa a operar também como mecanismo de ativação territorial e de circulação de conhecimento.
No ciclo anterior, entre 2024 e 2025, MCTI e Finep lançaram editais que somaram R$ 2,5 bilhões em subvenção econômica. O resultado foi a contratação de mais de 200 projetos em todas as regiões do país, envolvendo cerca de 400 empresas, 2,8 mil pesquisadores — sendo mais de 900 mestres e doutores — e 140 instituições científicas e tecnológicas. A nova rodada amplia tanto o volume de recursos quanto o escopo das áreas atendidas.
Fonte: The Builders Santa Catarina
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