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Água a bordo da Apollo 11 pode ter saído do interior de SP, diz empresa

A água disponibilizada aos astronautas na missão espacial pode ter sido de Águas de Lindóia (SP), segundo a empresa Lindoya Verão
Destaque gravidade na lua
(Imagem: Reprodução/Pixabay)

A missão espacial Apollo 11 da Nasa – aquela que levou o homem à Lua – completou 54 anos nesta semana. E, segundo uma empresa brasileira, a água disponibilizada para os astronautas Neil Armstrong, Buzz Aldrin e o restante da equipe era daqui.

Para quem tem pressa:

  • A Nasa fez uma grande compra de água da Lindoya Verão antes da missão Apollo 11, realizada em abril de 1969;
  • Foram 100 caixas, com uma dúzia de garrafas de meio litro cada, totalizando 600 litros de água mineral;
  • A escolha também teria sido motivada por anotações da cientista Marie Curie, que tinha visitado o Brasil em 1926, segundo o gerente administrativo da empresa;
  • A encomenda foi para o aeroporto Santos Dumont, com destino ao Cabo Kennedy (hoje Cabo Canaveral), na Flórida (EUA) – de onde a Apollo 11 foi lançada;
  • Até hoje, a Nasa não confirmou nem negou que os astronautas consumiram (ou usaram de alguma forma) a água da empresa brasileira durante a missão espacial.

Pelo menos, essa é a história contada pela Lindoya Verão, empresa de Águas de Lindóia, no interior de São Paulo.

Existem evidências – por exemplo, uma nota fiscal – que mostram que a Nasa realmente fez uma grande compra na empresa meses antes da missão, realizada em abril de 1969.

Compra de água da Nasa

Apollo 11 Agua Lindoya
(Imagem: Divulgação)

Foram 100 caixas, com uma dúzia de garrafas de meio litro cada, totalizando 600 litros de água mineral. Custou NCr$ 226 (cruzeiros novos, a moeda brasileira na época).

 

“Na época, eram caixas de madeira e garrafas de vidro com tampa de metal. Ainda há pessoas vivas que contam essa história. O pedido era para ser embalado com muito cuidado, foi um trabalhão.”

Marcos Angeli, gerente administrativo

 

A água em questão vinha da fonte São Sebastião, conhecida por propriedades como alta pureza, minerais equilibrados e baixa acidez.

Segundo Angeli, a escolha também foi motivada por anotações da cientista Marie Curie, que, de acordo com o gerente, ressaltou os efeitos terapêuticos das qualidades radioativas das fontes da cidade.

Marie visitou o Brasil em 1926 para estudar radioatividade e foi laureada com o Nobel de física e química.

Exportação da água

Apollo 11 lancamento
(Imagem: Governo dos EUA)

A compra aconteceu no Rio de Janeiro e a encomenda foi para o aeroporto Santos Dumont, com destino ao Cabo Kennedy (hoje Cabo Canaveral), na Flórida (EUA). É de lá que a Apollo 11 foi lançada.

A partir daí, é impossível garantir qual teria sido seu uso final e se a água brasileira chegou mesmo à Lua.

Até mesmo o executivo da Lindoya admite o tom de causo no acontecimento.

“Certeza que entrou no foguete nós não temos. Há relatos de um astrônomo de Campinas de que isso aconteceu, mas não podemos garantir. Mas é uma história que gostamos de contar.”

Marcos Angeli, gerente administrativo

 

Segundo ele, a prefeitura de Lindóia tentou, por diversas vezes, obter a confirmação de que a água abasteceu a nave Columbia, que levou os astronautas até o satélite.

No entanto, ele contou que a Administração recebeu apenas respostas evasivas, por se tratar de informações confidenciais.

Porém, o gerente acrescentou:
“Até hoje, a Nasa também não desmentiu.”

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