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Governo de Santa Catarina arrecada R$ 3,8 bi em agosto e tem maior crescimento real do ano

Medidas de gestão e ações para buscar novas receitas garantem resultado positivo pelo sexto mês consecutivo ao Estado

Foto: Marco Fávero / Secom

A arrecadação do Governo de Santa Catarina totalizou R$ 3,8 bilhões em agosto, valor que mantém a receita estadual numa curva crescente pelo sexto mês consecutivo, após percentuais negativos entre janeiro e fevereiro (veja abaixo). O desempenho representa aumento nominal de 12,4% na comparação com agosto de 2022. Já o ganho real foi de 8,1%, descontando a inflação acumulada de 3,99% (IPCA) no período. Trata-se do melhor resultado econômico do ano para SC.

“Santa Catarina continua no caminho do crescimento com muito trabalho e responsabilidade, atraindo investimentos e superando desafios sem aumentar impostos. Com transparência e medidas inteligentes, podemos incentivar o desenvolvimento, com mais empregos e mantendo nosso Estado um exemplo para todo o país”, destaca o governador Jorginho Mello.

A análise técnica da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF) aponta que os números de agosto estão associados ao bom desempenho das grandes redes de varejo (alta nominal de 41,3%), supermercados (25%) e do setor de combustíveis (56,4%), que foi impulsionado pela recente implementação do chamado ICMS monofásico. 

A nova sistemática instituiu o imposto único e uniforme em todo o País, com o valor fixo por litro em vez da cobrança em percentual. O total arrecadado junto aos setores de energia elétrica e telecomunicações, por outro lado, permanece impactado negativamente pela desoneração promovida com a Lei Complementar Federal 194/22.

Na avaliação do secretário Cleverson Siewert, além da capacidade produtiva e do poder de recuperação de Santa Catarina, os resultados de agosto também refletem o apoio do Governo do Estado por meio de ações que trazem mais segurança jurídica e fiscal aos investidores. A medidas definidas no Plano de Ajuste Fiscal de Santa Catarina (Pafisc) impactam positivamente na economia, destaca Siewert, contribuindo para que o Estado busque novas receitas e atraia mais investimentos.

“A combinação de incentivos ao empreendedor catarinense, a geração de emprego e renda, e a busca por novas receitas sem aumento de impostos têm impulsionado a economia do Estado nos últimos meses. O cenário macroeconômico ainda nos apresenta muitas dificuldades, mas temos indicadores claros de que Santa Catarina continuará numa curva animadora de crescimento”, analisa.

Impostos – Em agosto, o Estado arrecadou cerca de R$ 3 bilhões em ICMS, o que representa ganho real de 11,8% na receita do imposto na comparação com agosto de 2022. No mês passado, SC recebeu 14,2% a menos em transferências tributárias da União relativas ao Fundo de Participação dos Estados (FPE) e ao Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI Exportações). Considerando a inflação, a variação real negativa foi ainda mais significativa: -17,5%.

Balanço – Santa Catarina arrecadou R$ 30,2 bilhões nos primeiros oito meses de 2023. Considerando a inflação, houve aumento real de 2,6% no período. Este percentual ainda mantém as finanças públicas de SC sob alerta.

Nos primeiros oito meses de 2022, por exemplo, o Estado registrou 5,1% de crescimento real na receita comparada com o mesmo período de 2021. Já entre janeiro e agosto de 2021, houve alta real de 19,8% na arrecadação, desta vez na comparação com os primeiros oito meses de 2020.

Se fosse considerado o desempenho da receita com a postergação dos impostos nos primeiros oito meses impactados pela medida, haveria queda de 2,8% na arrecadação tributária deste ano. Entre janeiro e agosto, a receita com o ICMS somou R$ 23,5 bilhões. O valor representa ganho real de 1,4% na comparação com os oito primeiros meses de 2022 (a conta já desconsidera as postergações).

ARRECADAÇÃO EM 2023 (crescimento real, já descontada a inflação, na comparação com o mesmo mês de 2022)

  • Janeiro – 4,4%
  • Fevereiro – 4,4%
  • Março + 0,6%
  • Abril + 1,2%
  • Maio + 2,7%
  • Junho + 4,98%
  • Julho + 6,7%
  • Agosto + 8,1%

Fonte: Por ASCOM | SEF 

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